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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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AS RATAZANAS HERÓICAS QUE ESTÃO A SALVAR VIDAS EM ÁFRICA

Mäyjo, 22.08.15

foto_1Ratazanas treinadas para detectar minas

 

Desempregadas e com baixa escolaridade são o rosto da pobreza em Portugal

Mäyjo, 22.01.14

Hoje falei disto na aula: as diferenças no desenvolvimento não são apenas entre ricos e pobre e entre países; também há diferenças e desigualdades entre sexos!

Dei o exemplo dos EUA, na aula mas aqui fica mais um: no nosso país não é diferente!

Aqui fica a prova disso:

 

Os pobres em Portugal são maioritariamente mulheres, entre os 40 e os 59 anos, desempregadas, com baixa escolaridade e com rendimentos inferiores a 150 mensais, segundo o perfil traçado num estudo da AMI hoje divulgado.

Desempregadas e com baixa escolaridade são o rosto da pobreza em Portugal

 

O estudo “Vivência da pobreza – O que sentem os pobres?” foi realizado ao longo de 2012/2013 e envolveu os beneficiários dos Centros Porta Amiga da AMI em todo país (31.842), tendo sido validadas entrevistas de 26 mulheres e 24 homens, entre os quais desempregados, beneficiários do RSI, estudantes, reformados e empregados.

Apesar do estudo ter como objetivo “percecionar a imagem vivenciada da pobreza” na população apoiada pela Assistência Médica Internacional, a orientadora do estudo e diretora da Ação Social da AMI, Ana Martins, explicou que os resultados foram validados por instrumentos estatísticos que permitem extrapolar esta dimensão para um universo mais vasto.

Traçando o “perfil dominante da pessoa em situação de pobreza no universo da intervenção social da AMI”, o estudo refere que tem “um rosto de mulher desempregada que vive na companhia de alguém, uma imagem dominantemente triste com um ar precocemente envelhecido, amedrontada, sempre com uma forte vontade de ajudar quem está pior que ela”.

Apesar da baixa escolaridade (2º e 3º ciclo do Ensino Básico) e de pertencer a uma classe social muito pobre, esta mulher perceciona-se como sendo da classe média baixa e projeta-se a cinco anos como pertencendo à classe média baixa ou até mesmo média.

“Luta por um emprego, mas a falta de oportunidades ou a precariedade do emprego, juntamente com os baixos salários, impedem-na de se autonomizar, facto que por vezes, eventualmente, numa fase mais jovem da vida, lhe provoca sentimentos de revolta à mistura com sentimentos de solidariedade e pena de si própria e dos outros que possam viver em condições piores do que a dela”, descreve o estudo.

Para esta mulher, o “rendimento adequado” seria entre os 251 a 312 euros ou acima dos 312 euros ‘per capita’, refere o estudo.

A grande maioria dos inquiridos (80%) considera o desemprego como a principal causa de pobreza, enquanto 44% atribuem aos baixos salários e 26% culpam as próprias pessoas que estão na situação de pobreza.

Quando questionados sobre se alguma vez já se sentiram pobres, 52% referem que até há pouco tempo não, mas que agora se sentem, 24% reconhecem que a sua família sempre foi pobre, 6% dizem estar em risco de ficar numa situação de pobreza e 12% afirmam não estar, nem nunca ter estado nesta situação.

Das pessoas que referem não estarem, nem nunca terem estado em situação de pobreza, metade pertencem à classe social definida pelo estudo de muito pobre e a outra metade à pobre.

Questionados sobre as possibilidades de vir a sair da de pobreza, 30% pensam que têm algumas possibilidades, 20% afirmam ter muitas possibilidades, 20% referem ter poucas possibilidades e 18% nenhuma possibilidade.

O estudo refere também que a vivência da pobreza “é fortemente associada às carências e à falta de oportunidades, provocando a construção de um universo associativo de sentimentos”.

Os sentimentos estão compreendidos numa “dimensão de âmbito pessoal” (medo, tristeza, impotência, pena, acomodação, culpa, revolta, luta, vergonha, desilusão e humilhação) e numa “dimensão de âmbito social”, que contempla a solidariedade com os outros, desigualdade/injustiça e a exclusão social.

 

Lusa

Portugal é o 12.º país da UE com maior taxa de pessoas em risco de pobreza

Mäyjo, 22.01.14

Nos 28 Estados-membros da União Europeia, ao todo, um quarto da população está nesta situação.

 

Em 2011 Portugal tinha 25,3% da população em risco de pobreza ou de exclusão social, o que corresponde a um total de 2,7 milhões de pessoas, indicam os dados publicados nesta quinta-feira pelo Eurostat – o organismo de estatísticas da União Europeia (EU). O país tem a 12.º percentagem mais elevada da UE.

De acordo com o mesmo documento, nos 28 Estados-membros da União, um quarto da população estava em risco de pobreza ou de exclusão social, o que representa um total de 125 milhões de pessoas – números em linha com os portugueses. No boletim publicado no ano passado, a percentagem da população em risco de pobreza e exclusão na UE era de 24,3% e na edição de 2009 era de 23,7%.

 

O trabalho divulgado é feito com base no inquérito EU-SILC (European Union Statistics on Income and Living Conditions) de 2012. Este estudo compila, na sua maioria, dados referentes à situação das famílias em 2011, mas também inclui alguns referentes a 2012. Os números para Portugal já tinham sido publicados em Julho pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Para o Eurostat, estão em risco de pobreza ou exclusão as pessoas que estão em pelo menos uma das três seguintes condições: estão em risco de pobreza após transferência de apoios sociais; em privação severa de bens materiais; integram agregados familiares sem trabalho ou com apenas trabalho parcial.

 

Comparando com a publicação do ano passado, Portugal passou de uma percentagem global de pessoas em risco de pobreza e exclusão 24,4% (2,6 milhões de pessoas) para 25,3% nesta (2,7 milhões) – um valor, aliás, igual ao publicado em 2011, mas ainda assim inferior, por exemplo, ao da edição de 2009 quando registou 26%.

 

Em termos totais, as percentagens mais elevadas foram encontradas na Bulgária (49,3%), Roménia (41,7%), Letónia (36,6%), Grécia (34,6), Lituânia (32,5), Hungria (32,4), Croácia (32,3), Itália (29,9), Espanha (28,2), Chipre (27,1) e Polónia (26,7).

Antes de Portugal, na 11.ª posição vem o Reino Unido com 24,1 %, Estónia (23,4), Malta (22,2), Bélgica (21,6), Eslováquia (20,5), Eslovénia (19,6), Alemanha (19,6), França (19,1), Dinamarca (19) e Luxemburgo (18,4). Os países em melhor situação são a Suécia (18,2), Finlândia (17,2), República Checa (15,4) e Holanda (15). Irlanda e Áustria não actualizaram os dados.

 

A explicação dos três indicadores

 

O Eurostat explica as três condições que contam para a contabilização da taxa e já acima mencionadas. No caso dos rendimentos, significa que as pessoas vivem em agregados com valores por cabeça que são, mesmo após os apoios, inferiores a 60% do rendimento mediano (por adulto equivalente) no país.

 

Em termos de bens materiais são consideradas situações em as pessoas não conseguem dar resposta a pelo menos quatro de nove pontos: pagar ou amortizar as contas a tempo; aquecer a casa; responder a despesas inesperadas; comer carne, peixe ou uma proteína equivalente a cada dois dias; fazer uma semana de férias fora de casa; ter um carro; ter uma máquina de lavar; ter uma televisão a cores ou um telefone (incluindo telemóvel). Já o ponto relativo às questões laborais mede o número de pessoas que vivem em agregados onde os adultos (com a excepção dos estudantes) trabalham apenas 20% do tempo de trabalho possível.

 

Em relação concretamente a Portugal, havia 17,9% de pessoas a viver em risco de pobreza mesmo após a transferência de apoios sociais (como pensões), 8,6% em séria privação de bens materiais e 10,1% com idades entre os zero e os 59 anos a viverem em agregados onde o potencial de trabalho está subaproveitado.

 

Os indicadores relacionados com o rendimento e o trabalho referem-se a 2011, enquanto os dados sobre privação de bens materiais dizem respeito a 2012 (ano em que o inquérito EU-SILC foi feito).

 

Os dados do Eurostat, divulgados no dia 5 de dezembro de 2013,são apresentados como relatando a situação que se vivia nos países em 2012. O INE explica, contudo, que, por convenção, quando se fala no indicador global de risco de pobreza e de exclusão social refere-se o ano em que o inquérito foi feito – o que na prática não corresponde à situação total em que as pessoas se encontravam.

 

O documento explica também que mesmo após a transferência de apoios sociais, 17% das pessoas dos 28 países continuavam em risco de pobreza – o que mostra que as medidas implementadas não são suficientes para combater a crise.

Os dados do Eurostat não são, contudo, os primeiros a indicar uma degradação das condições sociais em Portugal. No início de Novembro foi divulgado o “Estudo de avaliação do impacto dos planos de austeridade dos Governos europeus sobre os direitos das pessoas com deficiência”, do Consórcio Europeu de Fundações para os Direitos Humanos e a Deficiência, que dizia que as pessoas com deficiência em Portugal têm uma taxa de risco de pobreza 25% superior à das pessoas sem qualquer deficiência, consequência da actual crise económica.

 

Em Outubro a Direcção-Geral da Saúde anunciou que foram 6815 os casos de crianças e jovens em risco que mereceram a atenção dos serviços de saúde e que foram sinalizados às autoridades competentes em 2012, o que representa um crescimento de 25% em relação ao ano anterior, segundo o relatório da Comissão de Acompanhamento da Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco, considerando que o cenário não é alheio ao contexto de crise global que as comunidades enfrentam nos últimos anos.

 

Fonte: Público